Eu estou muito mal. Queria melhorar pra agradar a Deus, de verdade, mas sempre que me sinto melhor, eu me afasto novamente. E aí acontece alguma coisa que faz com que algo dentro de mim diga: "Sua idiota, Deus não é supermercado existencial!!!".
Já não cogito mais que essa coisa interior seja o Espírito Santo, porque Ele já deve ter fugido de mim. Pra que perder tempo? E sinceramente, eu já estou enjoada de mim... Enjoada. Não aguento mais ser assim tão inconstante. Senhor, me livra de mim, porque tem um eu em mim que sempre me afasta de Ti!
"O problema não é a dor, é a ausência da graça."
"E agora caio de joelhos de novo
Será que estou escondido nas sombras?"
Hoje eu começaria a ter aulas de jazz, mas esse plano se frustrou, porque a professora preferiu que eu começasse ano que vem, já que ela já está ensaiando as coreografias de final de ano. Eu sou tão dura!! Sinto-me uma velha de 60 anos tentando dançar hip-hop! Desse jeito como eu vou conseguir ter sucesso?
A professora simplesmente esqueceu que ano que vem eu não estarei mais em Guadalupe, consequentemente será muito difícil continuar com ela, porque minha mãe também não pode pagar aulas na Barra da Tijuca. Já está difícil de financiar as despesas de espetáculo e mensalidade daqui! As fantasias são muito bem feitas, lindas e usadas muitas vezes no ano seguinte por causa dos festivais e das apresentações, diferente do IVEI, por exemplo, que só usava no final do ano. Mas são caríssimas.
Ter que correr atrás de um novo professor, ter que adiar o início do jazz é como abandonar a oportunidade de crescer. Eu fico mais aflita porque ainda não dei um grande passo em frente, algo significativo, e é isso que ativa minha ansiedade freneticamente. (Quantas vezes eu já citei minha ansiedade mesmo? Várias, ok.) "Eu tenho esperado meus sonhos se tornarem algo em que possa acreditar".
Fico imaginando quando o restante dessa estrofe se encaixar na minha realidade.
Se minha mente estivesse menos sombria, diria que "Deus tem o melhor pra mim e o que perdido foi não se compara com o que há de vir". Apesar de que até agora, realmente eu só tenho tido melhores professores, mas continuo tendo medo de mudanças. Sou pessimista, acho. Nunca acredito que o próximo professor possa ser melhor ou tão bom quanto. É assim desde que eu saí da Kátia Bezerra, depois aconteceu o mesmo quando tive que sair do IVEI. E agora o mesmo, pois sairei da Ósi.
Qual professor vai querer investir em mim e me mandar pra festivais? E minha voz pacificadora diz: "O coração do homem traça o seu caminho mas o Senhor lhe dirige os passos." Vivo em conflito por achar que isso acontece não nesse momento. Essa reclamação toda é chata até para mim! rsrs
Já foram escritos tantos não’s desde a segunda postagem, que fica explícito uma overdose de negatividade. O triste é que eu acho que ninguém pode me ajudar. Não quero mais incomodar minha mãe com tudo isso, nem quero transferir o aluguel de tempo e ouvido pra outra pessoa.
"Lutando contra as sombras em sua mente
Vivendo o mesmo velho momento
Sabendo que você estaria em melhores condições se pudesse
Diga o que você precisa dizer...
Mesmo que suas mãos estejam tremendo
E sua fé perdida
Mesmo se os olhos estiverem se fechando
Faça isso com o coração bem aberto
Diga o que você precisa dizer..."
"Com o coração no estômago e um nó na garganta
E são estranhos amores que nos fazem crescer e sorrir entre lágrimas
Quantas páginas para escrever, sonhos livres para dividir.
E são amores (...)
que se confundem dentro da alma
que se interroga sem se decidir
se é um amor para nós
e quantas noites perdidas a chorar"
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quinta-feira, 22 de julho de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
“Todo sofrimento nos é imposto por causa do desejo.” (Pr. Neil Barreto)
Eu queria ser mais forte e me sentir menos órfã de pai pra que os momentos de aflição não sufocassem tanto meu coração. Mais forte pra impedir que todos os relativos pequenos problemas não se somassem em lágrimas, e menos órfã pra ter mais um colo pra chorar, pra ter mais uma boca pra me ensinar a passar por esse caminho tão sinuoso que um dia já foi percorrido.
Com a notícia de um casamento de 450 homens com meninas de menos de 10 anos, que apanham e são violentadas, sinto que os meus problemas são tão pequenos, indignos de tanta preocupação... Mas eu preciso externar meus conflitos.
O ballet é um ponto vulnerável das minhas emoções e a possibilidade de fracassar ou interromper a trajetória desse sonho é uma injeção de desespero e angústia. Eu desejo a dança e o palco tão intensamente! Mas é como um amor não correspondido, porque quanto mais eu o desejo, mais distante ele parece estar; o tempo vai afastando as possibilidades de alcançá-lo.
Eu não nasci talentosa, mas nasci com vontade de ser. E é isso que me faz tentar toda segunda e quarta-feira uma vez mais, é isso que me faz tentar ser 0,5 cm mais aberta, é isso que me faz tentar curvar meu pé mais 1 cm. E nenhum esforço parece ser suficiente. Eu olho pro longo caminho que tem à frente e não acredito que possa alcançar. Não vai dar tempo. E ele vai me massacrando, me mostrando que talvez eu não seja nada lá na frente, nada além de uma pessoa frustrada, conformada ao invés de realizada. Porque eu não consigo me imaginar feliz fazendo outra coisa.
Talvez essa não seja a vontade de Deus, porque eu sei que Ele quer e tem o melhor pra mim, mas eu tenho tanto medo de que os meus sonhos não sejam os sonhos de Deus, que eu nem o questiono sobre seus reais planos pra mim - simplesmente peço que ele faça a minha vontade. É como se a vontade Dele fosse uma ameaça, por isso eu me "defendo" assim.
Apesar de saber que todos os outros sonhos, anseios e necessidades fluem naturalmente quando a prioridade é o Reino, há em mim uma fé tão infantil que exclui da minha vida o Deus do impossível, o Deus que sonha comigo... Acho que aquelas incríveis histórias de milagres e bençãos são só para os outros, não para mim.
Sim, eu estou mais interessada nas bençãos do que no Reino e eu me sinto um lixo por isso, sendo esse sentimento verdadeiro e não é apenas para aliviar a minha culpa. Mas a verdade é que eu ainda não descobri, não associei ou não consegui fixar em mim o que é de fato esse Reino. Do que ele é feito?
Eu queria que as riquezas tão profundas da Bíblia viessem pra mim da mesma forma que vem pros outros, mas eu não consigo entender a mensagem por trás de grandes, pequenas, simples ou complexas histórias e parábolas. Não consigo desvendar os segredos sozinha.
Eu já aprendi tantas coisas a respeito da maravilhosa graça de Deus, mas ainda não vivo plenamente o amor Dele. Conheço só de ouvir, não vivo esse Deus, ainda estou morta.
E sempre que as circunstâncias da vida me fazem ter consciência de toda essa realidade, eu começo a me rejeitar por tudo o que sou. Até mesmo o que era virtude toma uma máscara feia, torna-se falha. Longe do amor de Cristo não há como eu me sentir segura pra dar o próximo passo, somado aos meus desejos oprimidos que me dizem não valer mais a pena.
Eu tenho muito prazer em descobrir e conhecer a palavra de Deus, mas só consigo fazê-lo através de outros livros ou da sabedoria de outros. Não quero ser mais como menina que só pode receber leite. Quero aproveitar até a última vírgula de toda a verdade que pode dar vida à minha existência, escrevendo um testemunho significativo de relacionamento profundo e íntimo com meu Pai.
Com a notícia de um casamento de 450 homens com meninas de menos de 10 anos, que apanham e são violentadas, sinto que os meus problemas são tão pequenos, indignos de tanta preocupação... Mas eu preciso externar meus conflitos.
O ballet é um ponto vulnerável das minhas emoções e a possibilidade de fracassar ou interromper a trajetória desse sonho é uma injeção de desespero e angústia. Eu desejo a dança e o palco tão intensamente! Mas é como um amor não correspondido, porque quanto mais eu o desejo, mais distante ele parece estar; o tempo vai afastando as possibilidades de alcançá-lo.
Eu não nasci talentosa, mas nasci com vontade de ser. E é isso que me faz tentar toda segunda e quarta-feira uma vez mais, é isso que me faz tentar ser 0,5 cm mais aberta, é isso que me faz tentar curvar meu pé mais 1 cm. E nenhum esforço parece ser suficiente. Eu olho pro longo caminho que tem à frente e não acredito que possa alcançar. Não vai dar tempo. E ele vai me massacrando, me mostrando que talvez eu não seja nada lá na frente, nada além de uma pessoa frustrada, conformada ao invés de realizada. Porque eu não consigo me imaginar feliz fazendo outra coisa.
Talvez essa não seja a vontade de Deus, porque eu sei que Ele quer e tem o melhor pra mim, mas eu tenho tanto medo de que os meus sonhos não sejam os sonhos de Deus, que eu nem o questiono sobre seus reais planos pra mim - simplesmente peço que ele faça a minha vontade. É como se a vontade Dele fosse uma ameaça, por isso eu me "defendo" assim.
Apesar de saber que todos os outros sonhos, anseios e necessidades fluem naturalmente quando a prioridade é o Reino, há em mim uma fé tão infantil que exclui da minha vida o Deus do impossível, o Deus que sonha comigo... Acho que aquelas incríveis histórias de milagres e bençãos são só para os outros, não para mim.
Sim, eu estou mais interessada nas bençãos do que no Reino e eu me sinto um lixo por isso, sendo esse sentimento verdadeiro e não é apenas para aliviar a minha culpa. Mas a verdade é que eu ainda não descobri, não associei ou não consegui fixar em mim o que é de fato esse Reino. Do que ele é feito?
Eu queria que as riquezas tão profundas da Bíblia viessem pra mim da mesma forma que vem pros outros, mas eu não consigo entender a mensagem por trás de grandes, pequenas, simples ou complexas histórias e parábolas. Não consigo desvendar os segredos sozinha.
Eu já aprendi tantas coisas a respeito da maravilhosa graça de Deus, mas ainda não vivo plenamente o amor Dele. Conheço só de ouvir, não vivo esse Deus, ainda estou morta.
E sempre que as circunstâncias da vida me fazem ter consciência de toda essa realidade, eu começo a me rejeitar por tudo o que sou. Até mesmo o que era virtude toma uma máscara feia, torna-se falha. Longe do amor de Cristo não há como eu me sentir segura pra dar o próximo passo, somado aos meus desejos oprimidos que me dizem não valer mais a pena.
Eu tenho muito prazer em descobrir e conhecer a palavra de Deus, mas só consigo fazê-lo através de outros livros ou da sabedoria de outros. Não quero ser mais como menina que só pode receber leite. Quero aproveitar até a última vírgula de toda a verdade que pode dar vida à minha existência, escrevendo um testemunho significativo de relacionamento profundo e íntimo com meu Pai.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
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