sexta-feira, 17 de setembro de 2010

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Eu preciso conversar com alguém que me entenda, alguém que eu me sinta à vontade, sem me culpar de estar fazendo parte do seu cansaço. Mas como eu ainda não conheço ninguém que se adeque à essa situação, tento esvaziar minha mente aqui mesmo.
Coisas boas estavam acontecendo, mas agora me sinto imbecil por tudo. Por me achar boa pra dar conselhos, por às vezes me sentir especial, por amar a dança e com ela fazer planos, sonhar dia e noite, até por existir. Sabe, quando alguma coisa não muito legal acontece, me atinge por completo, tudo parece desmoronar e me sinto assim. Sou refém de uma sensibilidade à flor da pele.
Será que eu fecho os olhos pros sinais de Deus? Eu encaro as circunstâncias de hoje como uma nova etapa, um degrau à subida. Criei esperanças desde o primeiro momento em que soube da possibilidade de ter novas oportunidades participando de festivais. Mas será que eu estou investindo numa ilusão? Afinal de contas, é realmente um investimento muito grande (R$500,00) e eu nem sei se continuarei com essa professora. Sinto-me culpada por acreditar no que pode ser um engano, mas eu imagino que a morte desse sonho seria uma cicatriz na minha vida.
Por todas essas dúvidas e pela oposição da desconfiança da minha mãe, eu estou amargando um sentimento ruim de apreensão. É de fato uma situação que precisa ser esclarecida com a luz da verdade. Tentando me sentir um pouco mais leve, eu me apoio no que Deus me disse uma vez em sonho: "Quando você precisar de alguma coisa, pede pra mim e deixa que Eu resolvo".
PS: Dessa vez escrever não aliviou nada.